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CARTA À SOCIEDADE DO AMAZONAS E AO PODER PÚBLICO

Quinta-Feira, 26 de março de 2020

O Sindicato dos Médicos do Estado do Amazonas - SIMEAM, como entidade representativa sindical dos médicos amazonenses, torna pública a sua preocupação com a pandemia provocada pelo Coronavírus COVID-19 e suas consequências para a integridade sanitária da população do Amazonas.

O COVID-19 nesse momento requer a total atenção por parte do Poder Público em todas as suas esferas e também da sociedade como um todo. Como somos uma entidade que representa sindicalmente os médicos, mas estamos irmanados a todos os outros profissionais por ser a saúde uma atividade multidisciplinar, assim estando inseridos diretamente no cotidiano de nossa população que procura as mais diversas unidades de saúde no Amazonas.

Por tudo isso, propomos algumas sugestões que, ao nosso entender e reiteradas também por diversos órgãos públicos e representativos de saúde a nível nacional e internacional, que contribuem para minimizar os efeitos dessa pandemia e assim trazer muito mais segurança e tranquilidade para a população do Amazonas.

 

RECOMENDAÇÕES PARA A GUERRA CONTRA O COVID-19

I - Gestão e autoridades de saúde

1 – Maior transparência nas informações e em tempo real, principalmente a todos os profissionais de saúde

2 - Estabelecer com clareza e divulgar amplamente junto aos profissionais de saúde e população os locais de referência e contra-referência para o atendimento aos casos confirmados e ou suspeitos, como também um fluxograma de fácil entendimento sobre os pontos a serem seguidos pelos profissionais da saúde e usuários.

3 - Divulgar para os profissionais os locais de testagem e facilitar a testagem para quem está na linha de frente no atendimento, bem como para seus familiares.

4 - Avaliar as denúncias do SIMEAM no sentido de colaboração para possíveis correções de inconformidades nas unidades de saúde como a real falta dos equipamentos de proteção individual – EPIs.

5 - Restringir ou mesmo abolir temporariamente os acompanhantes e visitas principalmente nas maternidades e demais unidades de saúde do estado e município

6 - Suspender imediatamente os ambulatórios de pacientes não crônicos daqueles que não precisam de acompanhamento contínuo e suspender as cirurgias eletivas, que não tenham maiores potenciais de complicações, tudo com critérios técnicos e em comum acordo com os profissionais de saúde

7 - Regularizar urgentemente o pagamento de todos os profissionais de saúde

8 - Fazer cumprir as determinações federais relativas a autodeclaração para afastamento e outras de interesse de controle da epidemia.

9 - Os profissionais de saúde de grupo de risco devem ter direito a estar ou não na linha de frente e ou até se afastar em caso de suspeita de alguma complicação de saúde que possa torná-lo mais vulnerável a infecção

10 - Estabelecer medidas judiciais contra comerciantes inescrupulosos no que diz respeito a prática de preços abusivos de produtos e medicamentos essenciais ao combate do covid-19, bem como estabelecer critérios rigorosos para compra desses produtos e se preciso for confisca-los em prol da sociedade

11 - Iniciar imediatamente estudos para ampliação de leitos comuns e de terapia intensiva como a reativação de convênios com hospitais filantrópicos como Beneficente Portuguesa, privados e militares se necessário

12 - Implementar parceria com as forças armadas para uso de hospitais de campanha nas imediações dos hospitais convencionais e ou áreas estratégicas

13 – Estabelecer, de forma integrada, um Gabinete de Gestão de Crise sob a coordenação do Sr. Governador do Estado e com a participação de todos os entes de governo relacionados ao problema, além do MPE, Defensoria Pública e, principalmente, as entidades representativas dos profissionais de saúde.

II - Profissionais de saúde

14 - Exigir e usar os Equipamentos de Proteção Individual – EPIs adequados ao grau de potencial de contaminação

15 - Não descuidar das medidas de assepsia e antissepsia

16 - Seguir os protocolos de atendimento estabelecidos pelas autoridades de saúde e seguir as orientações de referência e contra-referência

17 - Denunciar ao SIMEAM as condições inadequadas de trabalho

18 - Cuidados no retorno aos seus lares e adotar as medidas de prevenção junto aos familiares aventando a possibilidade destes profissionais serem hospedados em hotéis ou quartéis para diminuir o potencial de contaminação de seus familiares 

III– População

19 - Isolamento social, só sair de casa quando extremamente necessário.

20 - Higiene pessoal rigorosa, principalmente lavagem das mãos com água e sabão e se possível com álcool em gel e também limpeza rigorosa de objetos pessoais e de uso coletivo

21 - Só procurar serviço médico referenciado por conta de suspeitas de infecção por COVID-19 e se apresentar sintomas como febre alta, dor de garganta, tosse e falta de ar

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