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FALTA CATETER UMBILICAL NA MATERNIDADE BALBINA MESTRINHO

Sexta-Feira, 10 de janeiro de 2020

Insumo é vital no tratamento de recém-nascidos prematuros e dos que possuem patologias.

Além de colocar em risco a vida das crianças, compromete os profissionais que atuam na ponta.

Recém-nascidos que precisam da administração de algum medicamento injetável ou até mesmo de alimentação pela veia umbilical, correm risco de morte na Maternidade Balbina Mestrinho. O cateter umbilical, equipamento necessário para esse tipo de procedimento quando o bebê nasce com algum problema de saúde, está em falta na unidade.

Denuncia anônima encaminhada ao Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) informa que a falta de cateter umbilical está colocando em risco a vida dos recém-nascidos e prejudicando os profissionais que fazem o atendimento na Maternidade Balbina Mestrinho, localizada no bairro Praça 14, Zona Sul de Manaus.

Específico e necessário para garantir o acesso venoso no tratamento de recém-nascidos prematuros e dos que possuem patologias que demandam cuidados intensivos neonatais, o cateter umbilical facilita a administração de medicação e alimentos, sendo introduzido pelo cordão umbilical da criança, importante para a sobrevida.

Diante da falta do cateter, pediatras neonatologistas da maternidade estão sendo prejudicados e enfrentam dificuldades para obter o acesso venoso. A solução emergencial é a presença do cirurgião geral para realizar uma dissecção de veia, procedimento muito mais agressivo contra um bebê recém-nascido, aumentando os riscos de complicação.

O presidente do Simeam, Dr. Mario Vianna recebeu a denúncia com espanto e lamenta que o caso seja uma realidade na unidade que é referência no acolhimento de gestações de alto risco. “Faltar cateter umbilical numa maternidade é o mesmo que não ter oxigênio no centro cirúrgico. Isso é muito grave, inaceitável a falta de um insumo básico numa unidade materno-infantil”, avaliou Mario Vianna.

A assessoria jurídica do Simeam vai encaminhar a denúncia por meio de ofício para os órgãos responsáveis e cobrar medidas para a solução do problema que, além de colocar em risco a vida das crianças, compromete os profissionais que atuam na ponta, sendo muitas das vezes, apontados como autores de violência obstétrica e crimes contra a vida. 

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