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PROFISSIONAIS E PACIENTES DENUNCIAM DESCASO NA MATERNIDADE BALBINA MESTRINHO

Domingo, 15 de dezembro de 2019

Sem técnicos de enfermagem e enfermeiros, mães e bebês estão abandonadas à própria sorte. Pagamentos atrasados, superlotação e falta de estrutura são problemas recorrentes graves.

De acordo com denúncias encaminhadas ao Sindicato dos Médicos (Simeam), a situação na Maternidade Balbina Mestrinho, Ana Braga e demais é alarmante. Nessa sexta-feira (13), a falta de técnicos de enfermagem, superlotação e falta de estrutura gerou um caos nas maternidades, principalmente na Balbina Mestrinho, referência no acolhimento de gestações de alto risco. Gestantes, mulheres de resguardo e bebês correm risco de morte e estão abonados à própria sorte.

O sindicato dos médicos apurou que, com salários atrasados há meses, os profissionais de enfermagem começaram a faltar ao trabalho por não terem nem o dinheiro para o transporte. Neste sábado (14), a UCI da maternidade tinha apenas um técnico para 14 bebês, onde deveria ter 5 técnicos, e a capacidade de internação é de 18 recém-nascidos. Diante do caos a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) enviou em caráter de urgência duas enfermeiras da Maternidade Alvorada, detalha a denúncia encaminhada ao Simeam.

Ainda segundo informações, uma profissional foi destinada para atuar na UCP. Outra que atua somente em classificação de risco, Pré-parto e Alcon, foi encaminhada para a UCINCO. A profissional desistiu e foi embora do local após ser questionada se ela se responsabilizaria por uma escala de Neo com bebês traqueostomizados, necessitando de aspirações, e se ela “sabia” administrar a dieta, entre outros. “Até o momento, a UCINCA  conta somente com um técnico para 15 cangurus e 16 patológicos”, informou um trabalhador que não quis se identificar.

Os médicos ginecologistas-obstetras, pediatras e os neonatologistas que atendem na unidade estão sobrecarregados, sem apoio e sem estrutura para atender os pacientes. Salas de partos estão lotadas de bebês sem poderem ser transferidos para as UTIs, UCIs, porque não tem funcionários. No setor tipo UCI que é para ter 5 técnicos, há somente um, e na UCP não tem nenhum. O problema atinge, também, o setor de reanimação, que está sem enfermeiros e técnicos de enfermagem.

Diante dessa situação, as próprias mães estão cuidando dos seus bebês. Por conta da falta de leitos, mães são obrigadas a ficar com seus filhos nos corredores e outras aguardam o trabalho de parto em cadeiras, pois não há leitos o suficiente.

 

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