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Notícias

CENTRO CIRÚRGICO DA BALBINA MESTRINHO FUNCIONA SEM AR CONDICIONADO

Terça-Feira, 10 de dezembro de 2019

Segundo denúncias o aparelho está com defeito há vários meses. Problema coloca em risco o trabalho dos profissionais e a vida das parturientes e recém-nascidos.

O Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) recebeu denúncia sobre a Maternidade Balbina Mestrinho, localizada no bairro Praça 14, Zona Sul de Manaus. Referência no acolhimento de gravidez de alto risco, a unidade materno-infantil mais antiga do estado conta somente com uma sala de centro cirúrgico que está com o aparelho de ar condicionado danificado há vários meses.

O Ofício nº 390/2019 foi encaminhado para o titular da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), Rodrigo Tobias e para a diretora da maternidade, Rafaela Farias, expondo o caso e cobrando solução para o problema.

Para o presidente do Simeam, Dr. Mario Vianna, a situação é muito grave. “Gera uma condição insalubre e perigosa para a equipe cirúrgica e para a paciente, com alto risco de contaminação pelo suor dos profissionais envolvidos”, avaliou.

Segundo a Portaria número 3523 de 28 de agosto de 1998 do Ministério da Saúde (MS), climatização é definida como um “conjunto de processos empregados para se obter, por meio de equipamentos, em recintos fechados, condições específicas de conforto e boa qualidade do ar, adequadas ao bem-estar dos ocupantes” do mesmo.

O ambiente dos centros cirúrgicos requer ventilação com adequada renovação de ar para que sejam minimizadas as emissões que podem gerar malefícios à saúde dos pacientes, funcionários e visitantes. A exposição crônica a ambientes propícios de alta concentração de agentes químicos e microbiológicos têm, como consequência, o surgimento de diagnósticos que colocam em risco a vida dos profissionais e pacientes, alerta a portaria do MS.

Diante da situação alarmante, o presidente do Simeam espera que a Susam e a direção da unidade possam agir rapidamente, pois, além de infringir uma portaria do Ministério da Saúde, os gestores estão se responsabilizando por possíveis mortes. “São vidas que estão em jogo, tanto das parturientes e seus bebês, quanto dos profissionais. Esse é o papel do sindicado, defender a vida, buscando melhores condições de trabalho e saúde de qualidade”, enfatizou Vianna. 

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