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SIMEAM DEFENDE OBRIGATORIEDADE DO DEA NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE DE MANAUS

Domingo, 01 de dezembro de 2019

O Desfibrilador Externo Automático (DEA), aparelho fundamental no atendimento imediato às vítimas de parada cardiorrespiratória e mal súbito, em ambiente hospitalar e extra-hospitalar, não é disponibilizado em praticamente todas as unidades de saúde de capital e interior. No Brasil, estima-se que 320 mil sejam vítimas de morte súbita ao ano. Em Manaus, mais um caso foi registrado após um adolescente passar mal.

Um estudante de 13 anos passou mal e morreu na manhã da última sexta-feira (29/11), após participar de uma aula de educação física no Colégio Militar da Polícia Militar do Amazonas V, em Manaus. De acordo com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto e a Polícia Militar do Amazonas (PMAM), o aluno participava de um jogo de futsal quando teve um desmaio.

O jovem recebeu os primeiros socorros na unidade de ensino e depois foi levado para a Unidade Básica de Saúde (UBS) Nilton Lins, onde o aluno foi atendido por médicos socorristas que realizaram os procedimentos de urgência e emergência. "No entanto, não houve reação do adolescente e foi constatado o óbito", diz trecho da nota da PMAM enviada à imprensa.

De acordo com a PM, informações preliminares da equipe médica que atendeu o caso indicam que o adolescente teve um mal súbito. A causa da morte deve ser constatada após a conclusão do laudo do Instituto Médico Legal (IML), já que em Manaus, uma capital com pouco mais de 2 milhões de habitantes, não há o Serviço de Verificação de Óbito (SVO), devidamente equipado e com profissionais qualificados, o que resultaria em informações para o planejamento da saúde pública do Estado.

Na avaliação do presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Dr. Mario Vianna, o mal súbito ou morte súbita, pode ser revertido, dependendo de vários fatores. “Com treinamento e o uso do DEA, muitas vidas podem ser salvas. Se na unidade de saúde, e até mesmo na escola onde o garoto teve o mal súbito, tivesse o aparelho e pessoas qualificadas para fazer o atendimento, ele poderia sim, ser salvo”, afirma Mario Vianna, defendendo a disponibilização do aparelho nas unidades de saúde e em locais de grande fluxo de pessoas.

O representante da classe médica do Estado reclama que nas unidades básicas de saúde não há o Desfibrilador Externo Automático, nem medicamentos e muito menos pessoas treinadas para atuar em casos semelhantes. “Infelizmente os gestores públicos não tem o mínimo de preocupação com a população”.

Os locais em que é necessário ter os desfibriladores

De acordo com a determinação do congresso nacional, o desfibrilador cardíaco externo semiautomático é um equipamento obrigatório em:

Locais com aglomeração ou circulação de pessoas que seja igual ou superior a 2.000 por dia. Alguns exemplos são redes de transportes como estações rodoviárias e ferroviárias, aeroportos e portos. Locais com grande circulação como centros comerciais, estádios e ginásios esportivos, hotéis e templos também são bons exemplos;

Eventos específicos em que existe uma expectativa de público também superior a duas mil pessoas;

Transportes com capacidade superior a 100 passageiros. Nestes podem ser incluídos o metrô, trens, aeronaves e embarcações;

Evidentemente, ambulâncias e viaturas de resgate, de bombeiros e policiais, e em todas as unidades de saúde, inclusive UBS, por exemplo. “Diante da ausência do equipamento, estamos afirmando que estas unidades não estão fazendo o atendimento de urgência/emergência de forma rotineira, mas numa eventualidade podem salvar vidas” frisou Mario Vianna. 

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