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SIMEAM PRESTIGIA CONGRESSO AMAZONENSE DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Sexta-Feira, 11 de outubro de 2019

Com o objetivo de debater a saúde da mulher, teve início nesta quinta-feira (10/10) o VIII Congresso Amazonense de Ginecologia e Obstetrícia, realizado pela Associação Amazonense de Ginecologia e Obstetrícia (ASSAGO). A abertura do evento reuniu especialistas, acadêmicos de medicina, residentes, autoridades de outros estados, além de representantes de órgãos públicos e entidades de classe. O presidente do Simeam, Dr. Mario Vianna foi um dos convidados que prestigiou a abertura do congresso.

Um dos temas de maior destaque foi o câncer de colo de útero, único que pode ser 100% evitado e tem causa conhecida: o HPV (Papilomavírus humano). Ainda assim, de 2014 a 2019, cerca de 23 mulheres morreram em razão da doença por mês no Amazonas, segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM). De janeiro a setembro deste ano, a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (Fcecon) recebeu 474 pacientes com lesões pré-cancerianas, cujo tratamento adequado, dividido em etapas, pode eliminar o risco de evolução do problema. Esses índices colocam o Amazonas no topo do ranking de casos da doença no Brasil.

O presidente do Simeam, em seu breve discurso, lembrou que o Sindicato dos Médicos do Amazonas realizou, em junho deste ano, o Fórum Melhorias para a Assistência Materno Infantil com o objetivo de discutir a assistência à parturiente e seu concepto. “A ampla discussão do assunto que causa polêmica e divide opiniões, resultou numa Carta Aberta de Manaus com cerca de 34 propostas para o aprimoramento dos serviços prestados nas unidades materno-infantil da capital amazonense. A Carta foi elaborada e assinada pelos dirigentes das entidades que apoiaram a realização do evento. Cópias foram enviadas para o Ministro da Saúde, para o Governo do Amazonas, Prefeitura de Manaus, Secretarias Estadual e Municipal de Saúde, Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado e OAB Amazonas, dentre outras instituições”, destacou Mario Vianna. 

Na avaliação do presidente do Simeam, falar sobre a saúde da mulher amazonense é falar, também, sobre educação acadêmica. “Por isso, manifestamos nossa preocupação com a formação dos médicos residentes da especialidade de ginecologia e obstetrícia, que precisa de melhorias, ampliação da formação cirúrgica, inclusive, minimamente invasiva, pois a videoendoscopia ginecológica é hoje, arsenal diagnóstico e terapêutico imprescindível para o ginecologista moderno. Observar esses pontos, é uma forma de combater os ataques que a especialidade vem sofrendo nos últimos tempos, pois uma boa qualificação faz com que os profissionais sejam ainda mais conceituados e respeitados”, citou o Dr. Mari Vianna.

Para o presidente da ASSAGO, Dr. Gilson Correa, discutir a saúde da mulher é tão importante, quanto discutir sobre as queimadas da Amazônia. No ponto de visto do médico ginecologista obstetra, é apenas questão de prioridade. “Infelizmente os governantes estão ignorando esse tema que precisa ser discutido urgentemente, pois, mulheres estão morrendo, o número de casos de gestação na adolescência está crescendo, e para piorar o cenário, faltam políticas públicas, investimento em infraestrutura, etc”, pontuou o Dr. Gilson Correa.

O evento que encerra hoje, no Da Vinci Hotel e Conventions, abordou, também, os temas ‘Assistência obstétrica no Amazonas’, ‘Gravidez na adolescência’, ‘Sífilis’, dentre outros.

 


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