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FALTA RADIOPROTEÇÃO NAS UNIDADES DE MANAUS, DENUNCIA O SIMEAM

Terça-Feira, 01 de outubro de 2019

Pacientes e trabalhadores correm o risco de desenvolver câncer por conta de emissão radiológica. Anvisa estabelece normas e diretrizes na portaria 453/98.

Na maternidade Balbina Mestrinho, localizada no bairro Praça 14, Zona Sul de Manaus, o local onde é realizado o exame de Raio-X apresenta uma série de irregularidades. De forma improvisada o setor foi instalado próximo a entrada da UTI Materna, sala de espera da UTI Materna, conforto do cirurgião, farmácia e laboratório, ou seja, área com grande fluxo de pacientes e trabalhadores, infringindo umas das principais regras da Anvisa. O local para a realização do exame não apresenta paredes britadas, material que veta a emissão do raio x.

O presidente do Simeam, Dr. Mario Vianna, é uma das vítimas dessa irregularidade. Plantonista da maternidade Balbina Mestrinho, ele denuncia que diariamente recebe emissão radiológica. “A sala do Raio-X é colada com o meu conforto médico. Corro o risco de desenvolver câncer, pois descobri que estou sendo irradiado praticamente todos os dias” afirma Mario Vianna.

O presidente do Sindicato dos Médicos conta que está preparando denúncia fundamentada, com envio de ofícios aos órgãos competentes, inclusive para o Conselho Nacional de Energia Nuclear (CNEN). “Denunciamos nos últimos anos o descaso contínuo e progressivo com a situação da sala onde é realizado o exame de Raio-X na maioria das unidades de saúde do AM, colocando em risco pacientes e funcionários no ambiente de trabalho”.

A sala de Raio-X da Balbina Mestrinho é minúscula e improvisada, funcionando no prédio antigo da unidade, hoje, chamado de anexo. Com paredes fora dos padrões exigidos, a falta de radiosegurança nos hospitais de Manaus e do Estado é uma realidade e pode levar os usuários a desenvolverem câncer.

A Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa) estabelece normas e diretrizes na portaria 453/98, que fala sobre a necessidade de garantir a qualidade dos serviços de radiodiagnóstico prestados à população, assim como de assegurar os requisitos mínimos de proteção radiológica a pacientes, profissionais e ao público em geral.

De acordo com o agente de fiscalização do Conselho Regional de Técnicos em Radiologia, Jardel Souza, “a situação da saúde, de modo geral, no Amazonas, é caótica. Profissionais com salários atrasados, sem equipamentos de proteção individual (EPI) para uso nas suas atividades, equipamentos sem a devida manutenção. Por outro lado, temos também equipamentos novos parados, não por falta de pessoal qualificado, mas por má gestão mesmo”, critica o agente de fiscalização.

Ainda na Balbina Mestrinho, o Dr. Mario Vianna conta que observou, também, que a sala de revelação dos filmes de Raio-X está localizada no subsolo do prédio antigo. “Está em péssimas condições, com vazamento de material químico tóxico, tornando o ar insalubre e não há no ambiente, sistema de exaustão”, acresceu Vianna.

Diante desse descaso o presidente do Simeam manifesta sua indignação com a falta de infraestrutura nas salas que são realizados os Raio-X das unidades de saúde de Manaus, de maneira que comprometem a vida das pessoas que ficam expostas a radiação.

 

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