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INSTITUTO DA MULHER DONA LINDU SOFRE COM ESCASSEZ DE MEDICAMENTOS E LEITOS

Terça-Feira, 24 de setembro de 2019

Fiscalização realizada pelo Simeam no Instituto da Mulher Dona Lindu aponta uma série de irregularidades que colocam em risco a vida de gestantes e bebês. Além falta de medicamentos e estrutura precária, foi identificado falhas na prevenção em casos de combate à incêndio.

O Instituto e Maternidade da Mulher Dona Lindu, localizado na Zona Centro Sul de Manaus, foi alvo de uma fiscalização realizada pelo Sindicado dos Médicos do Amazonas (Simeam), com apoio dos deputados estaduais Dermilson Chagas (PP) e Wilker Barreto  (Podemos). O presidente do Sindicato dos Bombeiros do Amazonas, José Mendes, e a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (SindSaúde), Cleidinir Soares, também participaram da visita, realizada na tarde desta segunda-feira, 23.

A fiscalização coordenada pela secretária geral do Simeam, Dra. Patrícia Sicchar, identificou vários problemas, dentre eles, longa espera de mulheres para realização de cirurgias eletivas ginecológicas; falta de Unidade de Terapia Intensiva Materna; superlotação dos leitos de UTIs e UCIs (Unidade de Cuidados Intermediários) neonatais; necessidade de espaços para a internação das gestantes no pré-parto e a falta de ar-condicionado, que ocorre há três meses.

“É inadmissível a falta de materiais, falta de medicamentos como
para eclampsia, uma urgência obstétrica. Falta mais de sete ítens de antibióticos, colocando em risco a vida da parturiente e a vida dos recém nascidos. A maternidade tem um fluxo enorme de atendimento sobrecarregando os profissionais" avaliou a Dra. Patrícia Sicchar, destacando, que "é um absurdo em uma maternidade tão grande não ter banco de leite para os bebês prematuros”.

Segundo a diretora do Dona Lindu, Marilza Martins “num plantão de 12 horas são realizados mais de 10 partos. Aqui tem 24 leitos que roda, mas a demanda é muita grande, tem que abrir pelo menos umas quatro maternidades para aguentar, não temos estrutura para receber essas pessoas” afirmou Marilza Martins.

Outro agravante identificado foi a situação dos extintores. Muitos estão vencidos. "Mais uma preocupação que não é vista pelo governo atual, o cuidado com os pacientes em caso de incêndios. O hospital não disponibiliza de segurança ecaso isso venha acontecer, a unidade não possui rampa de acesso" analisou José Mendes, presidente do Sindicato dos Bombeiros do Estado.

Para os deputados estaduais, Dermilson Chagas e Wilker Barreto, a situação da unidade é o reflexo da falta de investimento e falta de gestão. “A situação é grave. Mães e crianças estão sendo colocadas em situação de risco com a falta de medicamentos e a saúde não pára de piorar “ disse Wilker Barreto. Para o deputado Dermilson Chagas "é um genocídio social o que o governo vem fazendo, deixar a falta de infraestrutura chegar a esse ponto e atingir a população que mais precisa do SUS”.

De acordo o  presidente do Simeam, Dr. Mario Vianna, o relatório da fiscalização será encaminhado para os órgãos públicos (DPE, MPE, Comissão de Saúde da OAB e ALEAM, e Ministério da Saúde ).
"Vamos enviar um documento administrativo com o relato de todas as irregularidades identificadas e solicitar que medidas sejam feitas" informou Mario Vianna.


 

 

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