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SPA REDENÇÃO: FALTA REMÉDIOS E INSUMOS, MENOS PONTO ELETRÔNICO FACIAL

Sexta-Feira, 06 de setembro de 2019

De acordo com denúncias enviadas ao Simeam, a situação no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) e Policlínica Dr. José Lins, no bairro Redenção, Zona Oeste de Manaus, é precária e alarmante. A vida dos usuários que procuram a unidade está em risco diante da falta de remédios, insumos e até profissionais para a realização de exames. Mesmo diante de uma estrutura que precisa de investimento urgente, a direção gastou recursos com a aquisição de um ponto eletrônico com reconhecimento facial.

Denúncias encaminhadas ao Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) informam que o caos está instaurado no SPA e Policlínica Dr. José Lins, no bairro Redenção. A lista dos problemas que comprometem o atendimento aos usuários é extensa. Segundo a denúncia, falta desde Produtos Para a Saúde (PPS) como jelco para puncionar crianças, o menor disponível é o número 18 e soro oral, à falta de medicação como anti-inflamatórios e antibióticos.

Segundo informado ao Simeam, o SPA está sem farmacêutico e sem bioquímico para a realização de exames de laboratório. Outro agravante é a falta de equipamento para fazer o exame de raio x. A falta de ambulância é outro fator de risco, pois compromete a vida do paciente que eventualmente precise ser removido.

“Fomos informados que a situação é muito crítica. Profissionais estão trabalhando sem segurança, os consultórios estão sem ar condicionado, locais para o descanso estão em péssimas condições. É alarmante porque tudo isso influencia diretamente no atendimento à população, e ainda têm gestores públicos que negam isso justamente pela falta de conhecimento técnico e porque não são eles que estão na linha de frente do atendimento”, alertou o presidente do Simeam, Dr. Mario Vianna.

Enquanto a unidade segue com estrutura precária, falta de medicamentos, insumos, falta de segurança e outros itens necessários para melhorar o atendimento, a direção do SPA fez a aquisição de um registro de ponto eletrônico com reconhecimento facial, mesmo já contando com dois registros de ponto digital.  

“A direção da unidade de saúde se preocupou em implantar um ponto eletrônico facial de alta tecnologia e custo elevado, ao invés de fazer a manutenção do prédio e das condições de trabalho. Além disso, busca dificultar, por ventura, o médico que queira dividir o plantão com outro colega, o que no nosso entendimento, não há nenhum impedimento. O plantão tem que ser cumprido conforme carga horária estabelecida, pois o contrato é impessoal e não pessoal, a empresa é quem presta o serviço. Por tanto, se o colega que for substituir, for da mesma empresa, ele está legalmente habilitado para dar o plantão”, analisou o presidente Mario Vianna.

A secretária geral do Simeam, Dra. Patrícia Sicchar esteve na unidade e avaliou como sendo falta de prioridade a atitude do governo fazer realizar gastos com objetos que não salvam vidas. “Fiquei estarrecida ao ver que, mesmo já possuindo dois pontos eletrônicos digitais e com uma necessidade urgente de investimento no que pode salvar vidas, o governo gastou recursos com um ponto de reconhecimento facial. Isso demonstra que a saúde não é prioridade”, avaliou Sicchar.

 

 

 

 

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