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UMA CONQUISTA DE TODOS OS MÉDICOS DO BRASIL

Quarta-Feira, 08 de maio de 2019

O termo “Violência Obstétrica” usado frequentemente para definir atos de agressões, violências físicas ou psicológicas praticadas contra gestantes durante o parto e duramente combatido pelo Simeam desde o início das discussões acerca do tema, enfim foi colocado abaixo pelo Ministério da Saúde.

Uma portaria emitida pelo Ministério no dia 3 de maio define o termo como inapropriado para o assunto que virou tema de muitos debates entre especialistas e órgãos de defesa da mulher em torno da forma com que se pratica a obstetrícia no país.

O presidente do Simeam que por muitas vezes foi a público protestar contra a utilização do termo considera essa portaria de orientação de conduta uma das poucas conquistas que os médicos do país durante muitos anos “Sempre defendi que o termo correto a ser aplicado é desassistência obstétrica, o termo utilizado até então criminalizava os médicos obstetras e não levava em consideração os meios em que a paciente tinha para realização do parto” afirmou Mario Vianna.

Ainda na portaria, o Ministério da Saúde considera o termo de conotação inadequada não agregando valor ao que se espera do cuidado humanizado. O termo violência para a Organização Mundial de Saúde conota a intenção dos profissionais de saúde em prejudicar ou causar dano a mulher.

O fato é que a atenção da OMS demonstra que o debate acerca do tema chegou ao cenário internacional. No entanto, o Ministério da Saúde alega que o posicionamento foi feito diante do parecer emitido pelo Conselho Federal de Medicina redigido pelo relator Amazonense Ademar Carlos Augusto que alegou que o termo prejudica a especialidade Obstétrica que vem sendo atacada constantemente além da proliferação de propostas de Leis absurdas que proíbem inclusive manobras técnicas de parto que colocam inclusive em risco a vida da mãe e da criança.

Para Vianna é necessário que se reconheça a falta de investimento e organização do sistema obstétrico não só no Amazonas, como no país inteiro que levam a essa realidade enfrentada nas maternidades, no entanto, não se pode criminalizar uma especialidade diante de tantos fatos que levam a desassistência “é preciso entender que criminalizar o profissional não é a forma adequada de garantir o direito das mulheres a uma assistência obstétrica de qualidade” afirmou o presidente do Simeam.

O Sindicato dos Médicos do Amazonas em parceria com o IGOAM e outras entidades vai realizar um fórum de debates em torno do tema da desassistência no Amazonas ainda no mês de Maio.

 

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