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SIMEAM ALERTA SOBRE RISCOS DO PARTO DOMICILIAR SEM ESTRUTURA ADEQUADA

Sexta-Feira, 15 de março de 2019

No último dia 9, um juiz da 1ª Vara Criminal de Taguatinga (DF) condenou uma médica, uma doula e uma enfermeira pelos crimes de lesão corporal grave, após deixarem uma gestante em trabalho de parto em domicílio, sem atendimento até o momento do nascimento, causando sequelas ao bebê.

 

 

Para o presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), cirurgião geral e ginecologista obstetra, doutor Mario Vianna, esse episódio é mais um caso que a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e as demais entidades médicas precisam discutir e se posicionar firmemente. “O parto humanizado domiciliar não é tão simples como dizem seus defensores. De vez em quando morre mãe, criança, quando não, deixa sequelas irreparáveis”, alertou o presidente do Simeam.

 

 

Sem descartar que casos semelhantes também possam acontecer em hospitais, o doutor Mario Vianna pontua que em sua maioria, os partos feitos nas residências são mais difíceis e exigem uma estrutura semelhante à de hospitais. “Além da presença da equipe formada por médicos, enfermeiras e doulas, o parto em casa precisa de uma estrutura especial. Caso aconteça alguma complicação, se faz necessário contar com o apoio imediato de uma ambulância e um hospital com o centro cirúrgico preparado para receber mãe e bebê”, disse.

 

 

O tempo de locomoção até o hospital também é um fator de risco. “As complicações hemorrágicas que podem ocorrer após o nascimento, associadas à falta de um acesso imediato a um hospital pode ser fatal para a mãe, assim como a impossibilidade de realização de uma cesárea de emergência, caso necessária, pode colocar em risco o bebê”, afirma o cirurgião geral e ginecologista obstetra.

 

SAIBA MAIS

 

Um estudo realizado em dezembro de 2015, publicado pelo New England Journal Medicine, concluiu que a chance dos bebês nascidos por parto domiciliar falecerem é de 2,4 vezes maior comparado com aqueles que nascem dentro do ambiente hospitalar. Ainda conforme a pesquisa, nos cerca de 1.000 partos planejados que ocorrem fora do hospital, 3,9 das crianças morrem no parto ou no primeiro mês de vida. Já dentro dos hospitais, esse percentual cai para 1,8 a cada 1.000 nascidos.

 

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