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PRESIDENTE DO SIMEAM COBRA QUE AUTORIDADES ESCUTEM TRABALHADORES DA SAÚDE

Quarta-Feira, 17 de novembro de 2021

É com imensa alegria que lhes dou boas-vindas na abertura do IV CONGRESSO INTERNACIONAL DE SAÚDE DO INTERIOR E FRONTEIRAS. Aos amigos que vieram de outros países, dentre eles, a Bolívia, e estados, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Acre, Pará, Rondônia, espero que tenham uma boa estadia em Manaus e que o ambiente acolhedor de nossa cidade propicie o máximo de aproveitamento no evento.

O CONGRESSO INTERNACIONAL DE SAÚDE DO INTERIOR E FRONTEIRAS chega a sua quarta edição sendo cuidadosamente elaborado visando uma releitura das edições anteriores, sendo um ambiente para a atualização e debates de temas da área da saúde, focando nos seus principais atores: os pacientes, os profissionais, e os gestores do setor público e privado.

Esta é, também, uma noite de homenagens, agradecimentos, reconhecimentos e desafios. Homenagens a todos que lutaram, lutam e muitos que tombaram no enfrentamento contra o inimigo invisível chamado novo coronavírus.

Foram eles que conseguiram que nós chegássemos hoje ao patamar que nós estamos, resistindo e sobrevivendo!

É uma noite de homenagem e respeito a cada familiar que perdeu seu parente na frente de batalha, como médicos e demais profissionais. É uma noite de homenagem a todas as pessoas que acreditaram e acreditam na nossa missão de defender uma saúde do interior e fronteira digna, para que cada cidadão dos nossos rincões, tenha acesso à saúde de qualidade, o que de fato infelizmente não aconteceu!

Com essas palavras quero homenagear a população do Amazonas, nossos profissionais de saúde, os nossos militares que tanto nos ajudam a sobreviver e resistir na Amazônia, e acima de tudo, a políticos como o deputado estadual Ricardo Nicolau, que junto com o grupo SAMEL deram também o seu melhor no combate à pandemia tanto na iniciativa privada quanto pública, e que também acreditou no nosso evento.

Hoje também é uma noite de agradecimentos. Quero agradecer a todos que estão aqui, aos que não estão aqui, mas que estão torcendo por nós. Quero agradecer aos que ajudaram a construir esse evento, e quero agradecer, inclusive, aqueles que nos motivaram quando tentaram desconstruir nosso projeto.

Essa mensagem é subliminar, mas ela tem nome e endereço!!! Foi recentemente, após identificar essa tentativa de desconstruir o nosso evento, que me senti ainda mais motivado para tornar esse congresso uma realidade.

Não posso deixar de agradecer o carinhoso e importante apoio que recebi de vários colegas brasileiros e estrangeiros – cuja participação no ciclo de palestras e debates conduzirá ao sucesso nosso tão esperado encontro. Fico com muito receio de citar nomes, mas, me permitam destacar alguns agentes que foram importantes na costura de articulações para definição de nomes para compor o time de componentes de mesa e palestrantes.

Agradeço o apoio e a confiança dos colegas de diretoria da atual gestão, aos colaboradores e assessores do SIMEAM pelo empenho desde que decidimos realizar o IV CISIF, mesmo diante de muitos desafios.

Meu agradecimento especial a minha esposa Jussara Vianna e aos meus filhos, fontes inesgotáveis de amor, apoio e incentivo, para cumprir a missão que decidi trilhar há mais de 15 anos na militância sindical médica, e quatro décadas dedicadas à medicina.

Nessa noite de reconhecimento, nós temos que reconhecer que este congresso é para, de fato apontar, a necessidade da CARREIRA MÉDICA DE ESTADO como, uma missão e força tarefa de levar saúde e os cuidados médicos para onde for necessário.

Nessa noite de reconhecimento, temos que admitir a necessidade de se ouvir, e aqui não posso deixar de citar os governantes, porque este sindicato, incansavelmente, no início da pandemia, encaminhou 21 sugestões e recomendações de combate a covid-19, e depois fez 21 indagações, antes da segunda onda.

A dificuldade de ouvir e de responder às nossas contribuições, talvez tenha precipitado a gestão a tantos erros e desencontros. Nosso objetivo nunca foi holofotes, mas sim, de ter minimizado o quantitativo de mortes e infecções por covid-19 em nosso estado.

Com certeza quero reconhecer na classe médica, enfermeiros, técnicos de enfermagem, maqueiros e todos que formam a equipe multidisciplinar da saúde, as pessoas mais capazes de ajudar a minimizar tanta dor e sofrimento nesse período pandêmico. Essas pessoas não foram ouvidas. Muitas vezes não foram vistas. E com certeza, afirmo que, por isso tantos erros foram cometidos.

Autoridades, ministros, generais e outros aqui estiveram no calor da batalha, mas com todo respeito, cometeram um gravíssimo erro: não conversaram com a tropa, principalmente, aquela da linha de frente a onde muitos dos guerreiros da saúde tombaram sem EPIs e outros equipamentos de combate no enfrentamento do vírus, e até mesmo o amparo previsto para soldados da época do império, nos foram e estão sendo negados!

E a partir de agora, com a solenidade de abertura desse evento, que sem dúvida, é o maior congresso de saúde do país, nessa temática, passamos a enfrentar um novo desafio. Por isso, quero propor a cada um de nós que vamos fazer esse debate, primeiro identificar as falhas e não nomes, depois as propostas de soluções, mas acima de tudo, desafiar aquelas pessoas que têm o poder de decidir, a ouvir quem tem o que falar.

Precisamos sim ouvir o especialista, o médico, enfermeiro, ou seja, o profissional que possui conhecimento teórico, técnico e prático da realidade nos consultórios, nas urgências e emergências das nossas unidades hospitalares, maternidades, SPAs, UBS, etc. Vamos sentar e ouvir o cidadão, porque um gestor, se ele quer acertar, ele tem que saber ouvir.

Temos aqui a presença de representantes de entidades que representam os trabalhadores, e compartilhamos do mesmo desafio: fazer as autoridades entenderem que eles não podem tirar de cartola o que o trabalhador precisa. Então, talvez, por isso, tanta reclamação dos profissionais de saúde, principalmente pelos últimos acontecimentos nessa reta de final de ano. Nós precisamos desafiar as autoridades a ouvir mais os trabalhadores.

Nossos recursos financeiros são poucos, a gente não consegue pagar o passeio de lancha, a gente não consegue pagar jantares suntuosos, para sermos ouvidos, e muito menos queremos politizar o debate, mas as entidades representativas dos trabalhadores da saúde precisam ter de fato e de direito voz ativa nas decisões da saúde!

Além disso, o SIMEAM deixa sempre bem claro que a medicina e a saúde deve ser dirigida por profissionais técnicos da área e não por instrumentos que nada entendem dos problemas das nossas profissões.

Promover um evento desse porte no momento em que os setores começam a retomada das atividades num período em que a pandemia do novo coronavírus apresenta estabilidade, sem dúvidas é um dos grandes desafios que estamos enfrentamos nesses 38 anos de atuação do SIMEAM, com recursos cada vez mais limitados.

Continuamos persistindo e sonhando com a regulamentação da CARREIRA MÉDICA DE ESTADO, preocupados com a situação do Brasil e do mundo, que está claro não estavam preparados para enfrentar uma pandemia, por isso vamos discutir ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO E COMBATES A PANDEMIAS E CATÁSTROFES.

Acreditamos que a própria CARREIRA MÉDICA é uma alternativa para diminuir tantos erros que surgiram durante esse período mais sombrio da história, onde mostrou-se a falta de recursos humanos com capacitação para atuar na pandemia.

É necessário uma forte interação da medicina militar com a medicina civil e com todos os órgãos voltados para a segurança, como a defesa civil, corpo de bombeiros, polícia militar, as universidades e envolver as faculdades de ciência da saúde nessa troca constante, além de treinamentos periódicos como existe no Japão e outros países, para acidentes e catástrofes!

Com base em tudo o que vivemos nos momentos mais tensos da pandemia, defendemos temas como o A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DA EPIDEMIOLOGIA NA GRADUAÇÃO, ENSINO DE MEDICINA DE CATÁSTROFES NA ESPECIALIZAÇÃO, dentre outros temas de suma importância para a medicina brasileira, principalmente nos lugares mais remotos como os municípios do interior do Amazonas.

O IV CONGRESSO INTERNACIONAL DE SAÚDE DO INTERIOR E FRONTEIRAS é uma forma de levantar a bandeira por uma saúde igualitária e de melhor qualidade no Brasil, e que os olhos do mundo se voltem para a região amazônica que é tão falada, mas que acreditamos não ser prestigiada no desenvolvimento da saúde.

Em conversa com o diretor da COMISSÃO NACIONAL DE INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS NO SUS (CONITEC), concordamos que a política é de uma forma geral, nesse item, mas não existe uma política específica para nossa região! E por conta disso, percebemos a necessidade de termos uma política própria de novas tecnologias para a região amazônica que tem características diferentes de todas as partes do país.

Nossa conversa resultou na ideia de lançarmos um convite às autoridades para que façam propostas de projetos tecnológicos que possam ser desenvolvidos e incorporados a nossa região. Quem sabe por exemplo a cirurgia a distância.

As três edições anteriores do CONGRESSO INTERNACIONAL DE SAÚDE DO INTERIOR E FRONTEIRAS foram realizadas em meio a uma série de dificuldades. Na época, os nossos objetivos eram quase sonhos impossíveis! Hoje, na quarta edição, podemos dizer que são - "apenas" - grandes desafios.

Outro fator, igualmente importante, que surge como desafio à nossa medicina, e que o SIMEAM tem empenhado seus melhores esforços, é a formação deficiente do estudante de medicina de hoje. Uma deficiência que decorre principalmente do número exagerado de escolas médicas, criadas à revelia do bom senso para contemplar interesses pessoais e econômicos – sem planejamento, sem recursos humanos e materiais – e sem atender às necessidades da região.

Este realmente é mais um dos motivos que leva o país a ter uma medicina cara e mal distribuída. Nos grandes centros, tudo. Os melhores profissionais, os melhores hospitais, a melhor tecnologia. Nas regiões menos favorecidas, nada, falta tudo. Os recém-formados migram para os locais onde possam completar sua formação, que muitas vezes nem se iniciou, e não voltam para sua origem.

Como médicos e cidadãos, a conscientização destes e outros macroproblemas da saúde brasileira faz o berço dos nossos ideais e tudo exposto até aqui, nos permite afirmar – com segurança – que os médicos amazonenses possuem uma entidade de classe que os representa e os congrega.

Pois bem senhores, ainda que fiquem evidentes os nossos objetivos médicos, científicos, educacionais e sociais, quando foi necessário que o SIMEAM mostrasse o seu posicionamento político, não nos omitimos. Ao contrário, demonstramos claramente que nossos princípios ideológicos têm características de honestidade, seriedade, e de combate ao oportunismo e às deletérias ligações político-partidárias que – em nosso entender – não devem existir nas relações entre trabalhadores e os gestores públicos e do setor privado.

Nesta noite, por meio deste congresso internacional, levantamos a bandeira pelo resgate da dignidade do médico e de todos profissionais da saúde!. Esta é a bússola que tem orientado o nosso trabalho e pensamento para conquistar os objetivos pelos quais todos os profissionais da saúde anseiam: – lutar pela dignidade e prestígio de quem exerce as profissões da saúde.

Por todas estas razões – e principalmente por estarmos investindo na grandeza de princípios, acreditamos fortemente que juntos conseguiremos oferecer ao nosso povo um trabalho do mais alto nível científico, tecnológico e médico, visando sempre o que dignifica e enobrece a nossa profissão: - aliviar sempre o sofrimento do nosso semelhante.!!!

Pelos rios, terra e ar levando saúde a quem precisar


 

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