ÁREA DO ASSOCIADO

Faça seu login para ter acesso completo a sua conta.

Dúvidas: (92) 3651.7798 | 3308.9313 . contato@simeam.org

Notícias

SIMEAM OFICIA MATERNIDADE BALBINA MESTRINHO SOBRE A PRÁTICA DE PARTO NA ÁGUA

Segunda-Feira, 14 de dezembro de 2020

Preocupado com a notícia divulgada em veículos de comunicação de Manaus sobre a realização de parto na água, o Simeam (Sindicato dos Médicos do Amazonas) emitiu ofício à direção da Maternidade Estadual Balbina Mestrinho, questionando a prática da modalidade de nascimento sem a presença do profissional médico, o que de acordo com a entidade médica, parece não estar em consonância com as recomendações do Ministério da Saúde, que diz claramente que o médico obstetra tem que estar inserido em todas modalidades de parto mesmo como retaguarda e não é correto destacar que ele não faz parte em nenhum momento desse ambiente, caso haja intercorrências como por exemplo, a não efetivação do parto em água e seja necessário uma cesariana ou ainda ocorra uma laceração do canal do parto, os obstetras forçosamente serão chamados a intervir.


O documento foi enviado eletronicamente no último sábado, 12/12, sendo emitido também, para mais de 10 entidades e órgãos de fiscalização, controle e regulamentação, além do judiciário, dentre eles, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), Conselho Federal de Medicina (CFM), Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (CREMAM) e Ministério Público Federal no Amazonas. 

Além de apresentar informações técnicas sobre os riscos da imersão em água durante a segunda fase do trabalho de parto, o ofício nº 152/2020 detalha que as Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal não recomenda a prática de imersão em água durante o parto. “Nesse sentido acreditamos que as candidatas a essa ‘modalidade de parto’ devam ser informadas dos possíveis riscos”, observou o presidente do Simeam, Dr. Mario Vianna.


Evidências científicas e empíricas alertam que esse tipo de procedimento traz muito mais malefícios do que benefícios às mulheres. Embora ainda não haja vedação normativa expressa a respeito da prática noticiada, convém adverti-los sobre eventual responsabilização civil e criminal, sem prejuízos das implicações da Resolução CFM no 2.147/2016”, alerta o documento emitido pelo Simeam.

Preocupado com a integridade física e com a vida das mulheres e recém-nascidos submetidos a esse procedimento, o Sindicato dos Médicos do Amazonas fez uma série de questionamentos a direção da Maternidade Balbina Mestrinho, uma das mais antigas de Manaus, referência em gestações de alto risco, pois segundo informações dos médicos obstetras da maternidade, em nenhum momento eles foram consultados a respeito dessa prática ou tampouco solicitados a darem retaguarda a essa prática.

 

Deixe seu comentário