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ARTIGO: A PANDEMIA E O PANDEMÔNIO DA GESTÃO PÚBLICA

Sexta-Feira, 25 de setembro de 2020

Dr. Mario Vianna, presidente Simeam

O mundo enfrenta uma das crises mais desafiadoras desde a Segunda Guerra Mundial. A pandemia do novo coronavírus está abalando todos os pilares que sustentam a humanidade: saúde, economia, educação, só para mencionar os mais básicos. Enquanto a medicina corre contra o tempo em busca de uma cura, pessoas de todo o planeta sofrem direta e indiretamente com esse inimigo invisível.

Enquanto muitos são sensibilizados pela onda de solidariedade que têm alcançado milhares ao redor do planeta, ricos e até os mais humildes compartilham seus recursos com aqueles que estão sendo fortemente atingidos pela doença. Na contramão, ocupantes de cargos públicos não abrem mão de se despir da vaidade e continuam vendo tudo – ou não –, de dentro de seus gabinetes.

No Amazonas o aumento de novos casos já está provocando um efeito em todos os setores. Um novo decreto estadual suspendeu o funcionamento de bares, casas noturnas, balneários e similares. Enquanto a possibilidade da existência de uma segunda onda da doença no estado divide opiniões, mais pessoas estão sendo vítimas da covid-19.

O Pronto-Socorro Platão Araújo, na zona leste de Manaus, já registra um número expressivo de casos. Segundo informações, o quinto andar do Pronto-Socorro 28 de Agosto conta uma sala rosa lotada. No Delphina Aziz, localizado na zona norte e referência para o tratamento de pacientes com a doença, o governo anunciou que vai aumentar o número de leitos clínicos e de uti.

Infelizmente a forte impressão que fica é a que o governo não aprendeu nada com o colapso que enfrentamos no início da pandemia, desde o primeiro caso confirmado no dia 13 de março. A unidade referência nunca funcionou com sua totalidade máxima de capacidade, pacientes com todos os tipos de doenças foram misturados com os que apresentavam sintomas de covid-19 e nada foi feito para proteger os profissionais da saúde e seus familiares.

Diante de uma possível onda da doença, o governo estuda reservar duas unidades específicas para atender crianças e adultos em locais diferentes. Esperamos que não se cometa os mesmos erros de um passado recente, embora o sindicato sempre tivesse alertado.

 

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