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DEPOIMENTOS DE EX-GESTORES DA SUSAM COMPROVAM QUE AS “O.S” NÃO SERVEM

Terça-Feira, 01 de setembro de 2020

Simeam sugere quebra de contrato com o INDSH

 

Em depoimento na CPI da Saúde na ALEAM, os ex-gestores da Susam, Rodrigo Tobias e Dayana Mejia afirmaram que o Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), Organização Social (OS) que gerencia o Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz, não cumpriu as metas descritas no contrato de gestão e que, mesmo assim, recebeu do governo por 100% dos serviços prestados.

O ex-secretário de Saúde Rodrigo Tobias disse que, apesar de pagar R$ 8,4 milhões mensais, o INDSH não ofertou a totalidade dos serviços no Hospital Delphina Aziz, durante a pandemia. Isso é gravíssimo!!!! Ainda reconheceu que houve falhas na fiscalização por parte da Susam. Nesse aspecto, vale a pena ressaltarmos que o Simeam realizou diversas visitas técnicas ao Delphina e em outras unidades, mas sempre encontrou dificultação por parte da gestão e até mesmo do CREMAM que em 04 fevereiro de 2020 impediu o Simeam de fazer a visita junto com os Deputados Estaduais Dermilson Chagas e Wilker Barreto, numa clara tentativa de ocultar o serviço de qualidade duvidosa feito pela “O.S” INDSH. Essa atitude do Conselho Regional de Medicina está sendo questionada na Justiça e em outras instâncias.

E o mais grave vem agora, o ex-secretário admitiu que tanto o governador do Amazonas, Wilson Lima, quanto o vice, Carlos Almeida, sabiam das decisões tomadas em relação ao contrato da OS na administração do hospital, o que em nosso entendimento, os torna cúmplices da desassistência à população, principalmente no auge da pandemia, onde ficou clara a falta de leitos clínicos e de UTI. Por conta disso, vidas foram perdidas para o Covid-19.

Conforme estudo realizado pelo gabinete do Deputado Estadual Wilker Barreto, o INDSH recebeu, de abril a dezembro de 2019, aproximadamente R$ 76 milhões para operar com 100% de sua estrutura, mas funcionou apenas com 37% da sua capacidade, o que equivale a uma diferença de R$ 42 milhões. Outro levantamento feito pelo deputado foi o pagamento referente ao quarto termo aditivo para o combate do novo coronavírus, onde o Governo pagou R$ 67,8 milhões pelos meses de abril a julho de 2020, mas de acordo com os gráficos da utilização dos leitos fornecidos pela própria “O.S”, a taxa de ocupação não passou dos 70%, ou seja, um sobrepreço de R$ 24,6 milhões em serviços não prestados. Ou seja, contrato lesivo e nocivo ao contribuinte do Amazonas.

Neste entendimento, ainda fomos surpreendidos pelo relatório absurdo da comissão processante do impeachement da ALEAM, no qual foi argumentado que “nada havia no pedido de impeachment a não ser denúncias vazias”.

A ex-secretária de saúde especializada da capital, Dayana Mejia também prestou depoimento, ontem, para esclarecer fatos sobre o contrato de gestão com o INDSH que recebeu em apenas 16 meses de contrato R$ 150 milhões.

Dayana informou que quando assumiu o cargo não havia nenhum tipo de organização e controle dos gastos da secretaria em contratos com unidade de saúde. Então se deparou com o contrato do INDSH com o contrato de gestão já estava pronto, assinado e em vigência. Um verdadeiro elefante em meio aos cristais que foi usado para destruir a saúde do Amazonas. Além de que a “O.S” recebeu mais R$ 101 milhões, através de termo aditivo aprovado pelo governo do Amazonas, que dobrou o recebimento do INDSH. Tudo denunciado pelo Simeam em seu site e redes sociais.

Mais uma vez e correndo o risco de ser repetitivo, o Simeam mostra a sociedade amazonense que as “O.S” foram o pior erro cometido pelo governo Wilson Lima contra o contribuinte. E o sindicato veio alertando desde janeiro de 2020, mesmo com todas as tentativas da Susam de negar a ineficiência e transparência do modelo “O.S”.

O Simeam defende o prosseguimento das investigações e a rescisão do contrato com o INDSH pois esse contrato é um crime contra a administração pública e a saúde. Que os responsáveis por essa farra sejam presos, julgados e condenados pois a sociedade não aguenta mais esse tipo de situação feita pelo governo do estado.

As “O.S” não servem para cuidar da saúde dos amazonenses. “O.S” NÃO!!!!!

 

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