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PROGRAMA MAIS MÉDICOS REVOLTA CATEGORIA MÉDICA

Quinta-Feira, 27 de novembro de 2014

A categoria médica do país reage negativamente a todos os desmandos impostos pelo programa Mais médicos do governo Federal que de longe é a melhor solução para a saúde do país. E na verdade como todos sabemos foi uma solução eleitoreira.

Para começar os questionamentos em relação ao programa a falta de revalidação dos diplomas estrangeiros é a questão que mais revolta a comunidade médica de todo país. Por de trás desse ato existem várias situações a serem levantadas: 1 o tempo de graduação dos médicos estrangeiros que é inferior aos formados no Brasil, 2 a desmoralização da prova de revalidação que tem percentual baixíssimo de aprovação comprovando a falta de preparo dos profissionais, 3 a retirada da autoridade dos Conselhos de Medicina em ser o único órgão a registrar e autorizar o exercício dos profissionais da categoria.

Como se não fosse suficiente o programa ainda  nos faz  levantar questionamentos como a isonomia no valor da bolsa e benefícios para os médicos residentes que assim como os profissionais do mais médicos são considerados bolsistas já que o programa tem como proposta o treinamento dos profissionais em intercambio com a intermediação da OPAS  "A carga horária dos  nossos residentes é de 60 hs/semanais e  com a bolsa equivalente a  R$2.500 reais enquanto a bolsa do PMM é de R$10.000 e ainda com vantagens atreladas pode chegar a 16.000 reais tendo carga horária de trabalho efetivo de menos de 40 hs/semanais" afirmou Mario Vianna presidente do Simeam.

Também levantamos sobre o médicos estatutários da atenção básica um ponto que não satisfaz a categoria em relação aos médicos do programa: os benefícios. No Amazonas os vencimentos e cargas horárias são semelhantes aos médicos do Programa Mais Médicos ,mas a quantidades de vantagens dispensadas aos profissionais do programa demonstra total disparidade no tratamento "Os médicos com diploma reconhecido pelo Conselho não tem as vantagens e prerrogativas como por exemplo direito a horário de estudo dentro da carga horária normal de trabalho, auxílio moradia, transporte entre outros que o programa MM oferece aos profissionais não revalidados" afirma Mario.

Ainda dentro de todo esse panorama diferencial, se os Conselhos de medicina não reconhecem os diplomas tornando os profissionais do programa não reconhecidos e registrados, quem seria o responsável pelo exercício profissional desses médicos que estão atuando no Brasil? Aí que a categoria médica tem uma nova surpresa e decepção, os próprios profissionais médicos reconhecidos, registrados, com tempo de formação maior, com todas essas diferenças citadas é o grande responsável por supervisionar e tutorear os médicos do programa "É possível que ao se comprometer em estar tutoreando e supervisionando em pseudo-treinamento médico profissionais sem registro legal alguns colegas que se submetem a isso possam estar cometendo infração ética" declarou Mario Vianna.

Mais a fundo, além de tudo isso, outra questão que preocupa é o próprio acompanhamento desses profissionais tendo em vista que se de fato eles estiverem atuando em locais que "faltam" médicos como é previsto no programa, no Amazonas são regiões de difícil acesso e no interior, assim, como seus tutores (que estão na capital) farão acontecer de fato o acompanhamento previsto? a resposta é clara, não o farão. "Por tudo isso, sugerimos que o Simeam e o Cremam em conjunto produzam nos próximos dias um documento de alerta a esses colegas médicos que se propuseram a exercer essa atividade de ter responsabilidade do ponto de vista ético e técnico sobre esses profissionais apontando os riscos que se colocam a assumir essa demanda" afirmou Mario Vianna.

O Simeam, tinha como propósito já há algum tempo judicializar todas essas questões, mas que esbarram em limitações do Poder Judiciário e assim decidimos então formalizar denúncias junto ao Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho "Não há como não se revoltar diante dos acontecimentos, a categoria médica brasileira está sendo retaliada com a implantação desse programa, nessa formatação ilegal, o que inclusive já e reconhecido pelo próprio MPF e ainda vemos colegas se dispondo a compactuar com essa situação emprestando seus nomes em troca de uma bolsa de R$ 4 mil ( moedas ) além de revoltante chega a ser vergonhoso" lamentou Mario Vianna.

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